“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

Amyr Klink

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Underwater

Dia 4/12 , tarde de domingo , decidi fazer umas fotos/ vídeos embaixo d'água ( piscina) usando um saco estanque caseiro para proteger minha câmera Sansung Sl 102 , que é bastante simples e não é à prova d'água.  Algumas imagens ficaram um pouco distorcidas, mas o resultado geral foi satisfatório , melhor do que eu esperava. O saco estanque eu comprei do Alberto junto com outros produtos vendidos no brick náutico dele. A quem possa interessar, segue o link do Brick náutico:
bricknautico.blogspot.com 


O saco estanque, produzido em casa funcionava muito bem , totalmente estanque,  mas para aumentar a segurança da câmera eu fiz alguns reforços com EVA , fita adesiva silver tape e cola PVC flexível. 
Fiz também uma proteção para o "canhão" da câmera usando parte de um copo plástico de requeijão. Coloquei alguns sachês de Silica Gel dentro do saco com a câmera para absorver umidade , não deixando embaçar a lente.
Se alguém quiser mais detalhes sobre o saco estanque , entre em contato que eu posto imagens da adaptação. 
Segue abaixo o vídeo :




Para ver direto no youtube clique no link abaixo:


http://www.youtube.com/watch?v=uyfOOXLEbjE

Abraços!

Anderson.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Just Sailing

Dia 19-11 , sábado a noite eu preparava o Ipanema para mais uma velejada, desta vez com o amigo Braga. Decidi colocar garrafas Pet no interior do barco, entre o casco e o convés para garantir uma boa reserva de flutuabilidade em caso de ruptura do casco e alagamento, evitando que a embarcação afunde. Coloquei 20 garrafas Pet de 3,3 litros cada através das tampas de inspeção, acomodando 10 de cada lado do barco e fixando elas com fita adesiva silver tape. Durante o dia eu fui pressurizando as garrafas , colocando elas abertas no freezer e fechando antes de retirá-las para a temperatura ambiente. No centro do barco ja haviam alguns espaguetes flutuadores de polietileno colocados anteriormente com o objetivo de deixar mais firme o convés, assim deformando menos com o nosso peso. Não sei o quanto eficiente é esse sistema , mas vou pesquisar melhor sobre o assunto e caso necessário colocarei mais garrafas para garantir que o barco fique insubmergível.


Mais tarde com a ajuda do Rovani, coloquei o Ipanema em cima do carro para no domingo levá-lo até a prowind, na praia do Laranjal,  nosso ponto de partida. No sábado o vento nordeste estava de moderado a forte , com rajadas chegando a 29 nós. A previsão era de que ele acalmaria um pouco no domingo.
 Domingo pela manhã , a previsão estava se confirmando e tudo indicava uma ótima velejada. Eu o Braga chegamos antes das 10h e começamos a montar o veleiro e preparar os equipamentos sem pressa , com bastante paciência. Em seguida o Rovani , minha prima Tatiane , afilhado Tiago e amigo Nino chegaram na praia para assistir nossa saída.


(Foto by Emerson Amaral - "Nino")

(Foto by Emerson Amaral- "Nino")




 Eu estava um pouco ansioso e até inseguro, provavelmente por ainda ter pouca experiência na arte de velejar e por ter intervalos de tempo relativamente grandes entre uma velejada e outra. Isso aliado a alguns comentários e questionamentos em tom de preocupação, como :" vais encarar esse vento?", de alguns amigos mais experientes, o que me deixava um tanto inquieto. Com tudo pronto, embarcamos e partimos perto do meio dia, com vento de través em direção à barra. Pouco tempo velejando, e aquela ansiedade e insegurança se foram embora deixando a velejada bem mais agradável e relaxante.





Rovani e família seguiram de carro pela beira da praia até a barra onde pararam para ver nossa entrada no canal São Gonçalo. Conversando com o Braga , me distrai e passei um pouco da entrada do canal , mas isso foi bom pois tivemos que orçar, cambando em seguida para retornar em direção ao canal , o que serviu de treinamento para sincronizarmos os movimentos e procedimentos durante as cambadas, manobra que teríamos que fazer o tempo todo retornando no contra-vento mais tarde. Fui de timoneiro e o Braga de proeiro e logo no início eu ja sabia que daria tudo certo em função da nossa paciência e respeito mútuo.
Entramos no canal São Gonçalo com vento variando de popa rasa a três quartos de popa e seguimos em uma velejada muito tranquila passando pela barra, entrada do arroio Pelotas, Veleiros Saldanha da Gama, UFpel Campus porto , Clube de Regatas Pelotense, Porto , Clube Náutico Gaúcho e até o Quadrado. 


 Veleiros Saldanha da Gama



 UFPel Campus Porto


Porto

No caminho passamos por algumas embarcações a motor e por um veleiro oceânico que vindo em nossa direção me deixou em dúvida sobre questões de direito de passagem, se ele estive exatamente no nosso caminho quem deveria manobrar para evitar a colisão. Mantive nosso rumo e passamos a uma distância segura um do outro. Prometi que mais tarde iria revisar essas questões em casa, que eu ja havia estudado a algum tempo , mas por não praticar havia esquecido. Seguimos rumo ao quadrado em uma velejada tranquila. Em alguns momentos eu ficava em pé , com a mão esquerda segurando a escota da vela mestra e a direita a extensão da cana do leme. Nos aproximando do quadrado e ponte Pelotas / Rio Grande vimos que a ponte férrea estava sendo levantada. Provavelmente viram nossa aproximação e pensaram que seguiríamos canal acima. Braga testando um radio VHF portátil que ele adquiriu recentemente , tentou contato com o administrador da ponte, mas sem resposta. Passamos próximo ao quadrado para ver se encontrávamos algum conhecido , após um Jibe tranquilo com vento de fraco a moderado, onde o Braga seguindo minha orientação controlou a passagem da retranca para o outro bordo, seguimos de través para o outro lado do canal , onde fizemos nossa parada para lanchar. Contente com o sucesso das manobras eu cumprimentei  e agradeci o Braga. Aportamos em uma pequena prainha, com areia fofa e vegetação na volta, onde estavam três pescadores fazendo manutenção no barco deles.







 Conversamos um pouco com eles , o Braga deu algumas dicas de manutenção , trocamos contato ( telefone) para combinar futuras remadas com um dos pescadores que tem gosto pela canoagem, relaxamos um pouco no local , reacomodamos os equipamentos na proa do Ipanema para deixar o convés livre de obstáculos para as cambadas no contra-vento e partimos rumo a Prowind, na Lagoa dos Patos novamente. Saímos no contra-vento como previsto e começamos a bordejar ( Velejar em Zig-Zag para avançar contra o vento). Alguns bordos rendiam mais , outros menos, algumas vezes eu perdia o ângulo de orça, fechando de mais, entrando na "zona morta" , perdendo um pouco de desempenho , mas recuperando em seguida arribando um pouco. Passamos por algumas lanchas que vinham no sentido contrário em alta velocidade , algumas desaceleravam antes de manobrar e outras simplesmente desviavam. Enquanto cruzávamos o canal em um dos bordos uma lancha grande que vinha muito rápido em nossa direção me chamou a atenção, eles mantinham o rumo sem diminuir a velocidade ou mostrar qualquer intenção de alterar o rumo, comentei com o Braga:" Ou não estão nos vendo , ou não sabem que embarcações a vela tem direito de passagem". Estavam realmente em alta velocidade , pedi que o braga utilizasse a buzina como alerta , ele buzinou mas foi inútil, estavam próximos e em rota de colisão. Avisei o Braga: "Preparar para cambar agora!!, cambando!!!", empurrei o leme em direção as velas, nos posicionamos no centro do barco enquanto a proa cruzava a linha vento e a retranca mudava de bordo , Braga soltou a escota da genoa, nos posicionamos novamente a barlavento , Braga caçou novamente a Genoa, aliviei um pouco mais a Mestra e nos afastamos dali em orça folgada. A Lancha passou próximo e muito rápido. O Braga buzinou novamente , fiz sinal negativando a atitude do comandante da lancha que acenou pensando provavelmente que estávamos apenas cumprimentando. Se mantivéssemos o rumo o abalroamento era certo. Seguimos nossa velejada sem maiores problemas e em um dos bordos o Braga me avisou que próximo a margem do canal podia ser raso de mais, ele acabou de falar , poucos segundos antes de eu manobrar , a bolina raspou no fundo nos desacelerando , pedi que ele elevasse um pouco ela rapidamente e tentei cambar , sem sucesso porque com a desaceleração ficamos sem velocidade suficiente para a manobra e o vento acabou nos empurrando para cima dos juncos, na margem. Decidimos descansar um pouco antes de tentar sair dali. Em seguida fui até a proa , abri uma das tampas de inspeção e peguei dois remos. Tiramos a bolina fora e remamos forte para nos afastar dos juncos, mas sem sucesso. Baixamos as velas e tentamos novamente. Após bastante esforço físico o máximo que conseguimos foi virar a popa para a linha do vento.Icei a vela mestra e utilizei a bolina para empurrar os juncos com bastante força , nos afastando menos de 1m da vegetação , que com a vela aberta foi suficiente para avançar um pouco e utilizar o leme para se afastar da margem. O Braga içou novamente a Genoa, seguimos um pouco com vento em popa, comecei a orçar , cambamos novamente e voltamos a velejar rumo a Lagoa dos Patos. Após algumas horas velejando, me senti um pouco cansado com o esforço para tirar o ipanema daquela situação. Tomei um suco de Pêssego, me reidratando, elevando o nível de glicose no sangue e me sentindo mais disposto.  Final de tarde , sol se pondo e nós nos aproximando da barra. Entramos aproximadamente 0,5 km na lagoa dos Patos , cambamos e seguimos orçando em direção ao trapiche do laranjal. Estava anoitecendo rápido , avisei o braga que tinha uma lanterna de longo alcance no pote estanque. De repente o cabo que mantém o leme abaixado rebentou e o leme levantou , ficando bastante pesado e difícil de manobrar. Segui forçando o leme para manter o rumo. Quando estávamos mais próximos do trapiche o Braga avistou uma rede de pesca. Pedi que ele levantasse a bolina , o leme ja estava levantado então passamos por cima da rede sem maiores problemas. Forcei o leme para rumar em direção a praia com vento de través e assim seguimos até aportar ao lado do trapiche. Velejamos em pouco mais de 6 horas, 44,7 km's. Esse velejo foi bastante prazeroso e serviu para aumentar nossa experiência prática e autoconfiança. 


(Foto By Braga)




Veja nosso GPS Tracking na imagem abaixo:



(Clique na imagem para ampliar)


 Na madrugada de terça-feira , lembrando de vários momentos da nossa velejada , comecei a descrever  com um certo tom poético, devido a inspiração da hora , alguns momentos segundo minha visão ,que mostram um pouco do prazer de velejar . Segue abaixo o pequeno texto:



Embarquei ansioso, prestes a timonear um veleiro com dúvidas de quem tem pouca experiência. Tentando esconder do meu amigo proeiro um pouco da minha insegurança, dava instruções e fazia manobras ­­­de forma mais lenta e tranqüila possível. Com o passar do tempo , a minha segurança foi aumentando , fui ficando mais confiante e as rajadas de vento mais fortes já não me assustavam mais. Eu as desejava, queria vento, mais "combustível" para avançar mais rápido, orçava e arribava conforme o adernamento e aliviava a escota da mestra nos momentos mais críticos vendo as velas quase tocarem na água. Observava o comportamento e expressão do meu amigo Braga, que como proeiro ja estava bem mais seguro do que na partida e demonstrava confiar no meu julgamento e habilidade em timonear o Ipanema nos levando de volta para a casa.
Planando, o pequeno veleiro saltava nas ondas e eu gritava entusiasmado. Olhava para a popa observando o trabalho do leme e o rastro deixado na água, em seguida observava a espuma a sotavento, seguia os olhos em direção à proa e após a barlavento sentindo o vento refrescante no rosto. Fechava brevemente os olhos, abdicando momentaneamente da visão, mas aumentando a sensibilidade ao toque dos pequenos respingos de água e até as enxurradas que adentravam o barco pela proa. A água corria pelo convés acompanhando o movimento do barco, passando pelos meus pés descalços e me fazendo sentir um leve arrepio frio em um início de noite na nossa bela lagoa dos patos.  Nesse momento um leve sorriso no meu rosto não era suficiente para revelar o quanto eu estava apreciando aquele velejo, após dominar o barco e senti-lo como uma extensão do meu corpo.

Anderson Chollet.  



Agradeço meu amigo Braga pela paciência, confiança e parceria nessa velejada. O Rovani, grande amigo que está sempre no apoio.Deixo aqui também meu agradecimento a minha prima Tatiane, afilhado Tiago e amigo Emerson que assistiram nossa saída. Ao pessoal da Prowind que facilitam o acesso aos esportes náuticos , seja no apoio, guarderia ou cursos. 


Grande abraço a todos , bons ventos e até a próxima. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Roberta Viel - Kayaking for the first time



Dia 06-11 a confraria Caiacar foi convidada a participar de uma remada no arroio Pelotas com um grupo de  remadores Stand Up Paddle.  Stand Up Paddle ou SUP é um esporte que teve origem no Havaí , onde os remadores remam em pé em uma prancha, praticando desde surf no mar até expedições em águas mais calmas. O amigo Vinícius Constenla avisou a turma e combinou o encontro no arroio. Estava acontecendo um evento na Charqueada Boa Vista, chamado "Baú da Francisca". Local de onde os Stand Up Paddlers sairiam descendo o arroio Pelotas as 11h da manhã. 
Convidei para me acompanhar nessa remada a Roberta Viel , amiga que conheci no curso de Relações Internacionais , UFPel , e mostrou interesse nas atividades náuticas e outros esportes de aventura. No dia anterior , Sábado , o tempo estava aberto , dia ensolarado e quente, mas a previsão para domingo era de tempo nublado e com pancadas de chuva. A Roberta entusiasmada com a função de remar pela primeira vez , confirmou que iria mesmo se estivesse chovendo. Gostei do entusiasmo e disposição dela. No sábado peguei o caiaque do Nino , um Wave , emprestado para a Roberta. 
Domingo , dia nublado como previsto e com uma leve garoa. A temperatura havia baixado consideravelmente, mas ainda estava confortável para remar com roupas leves. Arrumei os equipamentos, busquei a Roberta na casa dela as 9h e 30 min e partimos para a Vila da palha , local de onde começamos a remada. Chegando lá organizamos os equipamentos sem pressa, ajudei a Roberta a colocar e ajustar o colete flutuador , em seguida dei instruções sobre técnicas de remada, embarque e desembarque no caiaque e sobre como agir em uma possível capotagem . Ela estava bastante tranquila para quem embarcava em um caiaque pela primeira vez. Haviam algumas pessoas na volta nos observando, o que não intimidou ela. Ajudei a Roberta a embarcar e seguindo minha orientação ela saiu remando suavemente. Embarquei também e segui logo atrás observando e orientando. Em poucos minutos ela ja havia dominado o caiaque e as principais técnicas de remada. Eu disparava um pouco na frente para fazer fotos.   
















O Vinícius partiu da Prowind, na praia do laranjal. O casal Márcio e Cristina partiram mais cedo da casa deles na vila da Palha e foram ao encontro do Vinícius.  






Charqueada São João



Poucos minutos de remada e fomos alcançados pelo Vinícius , Márcio e Cristina. Apresentei a Roberta para a turma, conversamos um pouco e continuamos a remada. 














Charqueada Boa Vista








Roberta ao lado do "Maria do Carmo"

Passando a Charqueada Boa Vista encontramos novamente a turma , que havia seguido na frente em um ritmo mais rápido e estavam fazendo uma parada para lanchar. Paramos também para comer algo e conversar um pouco. 


Márcio e Cristina

Cristina remou um pouco no Ybajara do Vinícius e no Wave do nino, "purpurina" como o pessoal chamou. Em breve ela estará remando de oceânico. É muito bom ver o pessoal em busca de novos equipamentos.  



Poucos minutos depois o Alberto apareceu velejando em seu caiaque à vela. 



Ja havia passado do meio dia e a turma do SUP não havia feito a remada programada. Vimos poucos indo para a água e ficaram somente na volta da charqueada.  

(Foto por Cristina Pizarro)
Da esquerda para a direita: Cristina, Roberta, Márcio, Vinícius , Alberto e Eu. 









Após o lanche e algumas fotos , voltamos a remar e decidimos entrar no "lagoão".


A passagem estava limpa, sem galhos e pouca vegetação.













No Lagoão , Alberto , eu e depois Roberta, experimentamos o Ybajara, caiaque oceânico do Vinícius. 
O caiaque é muito bom , é leve , estável e com um desempenho interessante. Só concordamos que um aumento no tamanho do leme ajudaria a responder melhor nas manobras.


Após poucas horas em um caiaque Wave de pouco mais de 3 m ,a  Roberta embarcou no Ybajara de 5,3 m , dei rápidas instruções sobre o funcionamento do leme e ela saiu remando na boa, utilizou o leme naturalmente e seguiu com uma segurança como se já remasse em caiaques oceânicos a algum tempo.  






Ficamos pouco tempo no "lagoão" e retornamos ao arroio Pelotas. 




O tempo melhorou , o sol apareceu deixando a temperatura mais agradável.









Stand Up Paddle. 

Ao sairmos do lagoão avistamos dois remadores de SUP, provavelmente pai e filho na mesma prancha.


A turma decidiu chegar na charqueada Boa Vista para conferir o evento e também experimentar o SUP. 
Eu e a Roberta seguimos a remada pois estávamos com o tempo mais limitado em função de outros compromissos. Depois fiquei sabendo que a Cristina e o Alberto experimentaram o Stand Up Paddle. 






Charqueada Santa Rita


Ponte sobre o arroio Pelotas ( Ponte do Laranjal)

Na volta decidi passar um pouco nosso ponto de partida para a Roberta conhecer a charqueada Santa Rita e a ponte do laranjal vista da água.  Remamos aproximadamente 9 km's no total.
 Deixo aqui meu agradecimento à Roberta pela companhia e aos amigos Vinícius, Márcio, Cristina, e Alberto pela parceria de sempre. 

Grande Abraço a todos,  boas remadas e até a próxima.  

Anderson Chollet

domingo, 13 de novembro de 2011

Canoagem & Rapel




No dia 15 de outubro fui convidado pelos amigos da Confraria do Rapel para fazer um rapel na ponte Pelotas / Rio Grande. Decidi remar um pouco no mesmo dia e chegar lá de caiaque. Cheguei as 15h no Quadrado ( zona portuária) , onde encontrei um carro parado com um caiaque Hunter vermelho em cima. Logo o dono do caiaque, Emerson, se aproximou e conversamos um pouco sobre canoagem e vela.



As 16h , pedi ao Emerson para fazer uma foto minha e parti remando em direção a ponte. 

Foi uma remada curta até a ponte , apenas 1 km. 
Ao me aproximar da ponte férrea, escuto o som do trem se aproximando. Decidi esperar ele para fazer um vídeo em baixo da ponte com ele passando. Câmera na mão, trem passando e eu filmando. A correnteza no canal era forte , me afastando da ponte. Eu pausava a gravação , remava um pouco e voltava a gravar, até ficar bem embaixo da ponte. 

Lembrando que ja houve um acidente nesta ponte, onde o trem carregado de pedras indo para Rio Grande foi autorizado a passar na ponte que estava em manutenção e acabou caindo no canal. 

 Ficar embaixo da ponte com o trem passando, o barulho do metal , a ponte estremecendo , ainda lembrando do acidente , causa uma sensação única . Confira o pequeno vídeo abaixo:




Passando a ponte férrea logo avistei o pessoal fazendo rapel


Me aproximei da ponte e fui recebido pelos amigos Elaine e Rubem que estavam fazendo a segurança do pessoal que descia de rapel. Desembarquei do caiaque e fui convidado pela Elaine a subir na ponte pela corda, não me atrevi a tentar ascensão em corda sem nunca ter feito. Eu disse que não tinha condições e segui caminhando em direção a estrada para subir na ponte. No caminho dois cães avançaram em mim , tentei lembrar de algumas dicas do amigo Cristiano Castro que gosta bastante de cães e entende muito sobre o comportamento deles, mas na hora não me ocorreu nada, simplesmente fiquei parado vendo eles me cercarem um de cada flanco. Quando chegaram bem perto não me morderam, só ficaram me cheirando e recuaram um pouco como quem dissesse "Pode ir magrão, ta limpo!", segui caminhando e subi na ponte. Na ponte me aproximando do pessoal olhei para baixo e ja bateu a adrenalina.

 Cumprimentei a turma, Francisco, Laura, Gustavo , Fabrício...e mais convidados ...a turma era grande. Fiquei conversando com o Gustavo enquanto colocava o equipamento. Utilizei a cadeirinha de escalada dele, as luvas da Laura e capacete da Raquel. Estava com colete flutuador, essa descida podia até ser na água. 

Enquanto o Gustavo me ajudava a colocar a cadeirinha , ele falava "bah não tenho certeza se essa fita passa de novo aqui e ali..." , em seguida eu retruco: "Gustavo eu quero descer lentamente não instantaneamente".  Seguimos conversando sobre possíveis acidentes. Assunto não muito interessante de se tratar pouco antes da prática da atividade em questão. Francisco me avisou que estava liberado para a descida. Me aproximei , pedi para ele revisar meu equipamento e para treinar rapidamente em cima da ponte. Ele puxou um pouco a corda e eu simulei a descida em cima da ponte mesmo. Tudo pronto , hora da descida. Passei para o outro lado da lateral da ponte, fiquei em posição e comecei a descida com instrução do Francisco. 

Meu segundo rapel, nesse momento rola uma tremida nas pernas. 


Esse é um dos momentos mais interessantes, quando ficamos com os pés embaixo da ponte e com a cabeça para baixo. 

Depois é só tranquilidade, curtir a descida controlando a velocidade..
Os mais experientes descem de cabeça para baixo. 


Após descer ofereci o caiaque para o pessoal experimentar. O Fabrício foi o primeiro. Tirei o saco estanque e outros equipamentos do caiaque, pensando em uma possível capotagem. Tirei meu colete flutuador e emprestei para ele. Dei algumas instruções e dicas. Ele remou tranquilamente e não houve capotagem. O próximo foi o Francisco que chegou cheio de energia , colocou o colete e foi logo embarcando no caiaque. Amarrei ele através do colete com 15 m de corda. Ele percebeu e comentou:" Pô , ninguém bota fé em mim". Expliquei que era por questão de segurança, que se ele virasse eu teria dificuldade de buscar ele. Ele remou próximo ao barranco por onde fui acompanhando com a corda. Remou bem , com segurança e tranquilidade. 

Fabrício
Francisco ( Foto por Gustavo Limons)







Bela arte no local...

Pessoal descendo de cabeça para baixo


Final de tarde , a hora de apreciar o por do sol que estava se aproximando. E nada melhor do que curtir ele da água. Me despedi do pessoal , arrumei meu equipamento e fui para a água. 












Momento de parar de remar, relaxar, respirar fundo e observar....um por do sol desses é um presente.


Me aproximando do quadrado resolvi continuar remando , pois havia remado apenas 2 km's. 
Segui em direção ao Campus porto da Ufpel. 

Navio São Sebastião






Clube de Natação e Regatas Pelotense 




Ufpel Campus Porto




Hora de utilizar a lanterna de cabeça



No retorno senti o caiaque "pesado", era a correnteza contra, as águas do canal descendo em direção a lagoa dos Patos. 



Continuei remando até o quadrado, local onde deixei o carro.
Cheguei no quadrado após as 20h. Tinha diminuído bastante a quantidade de pessoas por lá. Havia uma movimentação suspeita , alguns curiosos se aproximaram e me senti um pouco vulnerável a um assalto.
Desci do caiaque , guardei meu equipamento rapidamente, desativei os sistemas anti-furto do meu velho e guerreiro golzinho e retornei para a casa sem problemas após fazer um rapel em boa companhia e remar 5,5 km's. 

Deixo aqui meu agradecimento aos membros da Confraria do Rapel que estão sempre divulgando o esporte e convidando as pessoas para experimentá-lo.

Grande Abraço a todos.

Anderson Chollet.